Gênio ou Insensato?

Allan Kardec afirma -e os “mestres” do espiritismo repetem- que o espiritismo é a doutrina revelada unanimemente em todo o mundo pelos espíritos superiores. Allan Kardec garante que soube identificar os espíritos superiores. Ele codificou a doutrina, revelada unicamente por eles.

Com essa revelação “os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal chegaram”. A doutrina dos espíritos não é de concepção humana. Ela foi ditada pelas próprias inteligências que se manifestam (…). Milhares de médiuns disseminados por todas as partes do globo, que jamais se viram (…), dizem a mesma coisa”.

Os "mestres" do Espiritismo, e os espíritas em geral, nem suspeitam quantos "sapos e cobras" podem sair de uma cabeça em transe, desligada da realidade, em estado alterado de consciência, imaginando que é um morto!

Os “mestres” do Espiritismo, e os espíritas em geral, nem suspeitam quantos “sapos e cobras” podem sair de uma cabeça em transe, desligada da realidade, em estado alterado de consciência, imaginando que é um morto!

Ou Allan Kardec foi -por mérito próprio ou por inspiração e missão dos espíritos superiores- a pessoa de maior cultura geral, o maior sábio, o maior gênio que já passou pela Terra, ou então Kardec e os mestres do espiritismo como sendo a doutrina unânime, revelada pelos espíritos superiores, e que substitui todas as outras revelações (pretensas ou reais), são os maiores insensatos.

Prescindamos dos “detalhes”

Não há nada nem de muito longe parecido com doutrina única, doutrina unânime, revelação concordante e universal. Nunca acabaria se pretendesse enumerar as diferenças e contradições em aspectos particulares da suposta revelação espírita Kardecista.

Muitas contradições apareceram e aparecerão em outros artigos. A “revelação espírita” está em estrita dependência do médium. Igualmente os médiuns dependem do seu ambiente.
Agora só vamos analisar as grandes linhas, as fundamentais, do espiritismo universal…

Que “espíritos superiores”?
“O livro dos médiuns”

— Kardec garante que a codificação espírita, além de ditada unicamente por espíritos superiores, posteriormente, na edição definitiva,” os espíritos a corrigiam, com particular cuidado. Como reviram tudo, aprovando-a, ou modificando-a à sua vontade, pode-se dizer que ela é, em grande parte, obra deles, porquanto a intervenção que tiveram não se limitou aos artigos assinados”.

A mesma idéia repete-se constantemente em todos os livros de Kardec.
— Da mesma pretensão de que recebia a doutrina unicamente dos espíritos superiores estava convencido Andrew Jackson Davis, o codificador seguido pela maioria dos espíritas anglo-saxões. Conan Doyle, na qualidade de presidente da Federação Internacional de Espiritismo, haverá de qualificá-lo como o terceiro maior profeta depois de Cristo!

O segundo maior profeta seriam as irmãs Fox. Davis muito por cima de Kardec…
— Logo depois dos primeiros escritos de Allan Kardec, na própria França, D’Orino publica seu “La génese de l’ame”, e na Itália Umberto Natalini publica o seu “Gli spiriti e il loro mondo”.

Os três pretendem haver identificado os espíritos superiores. Suas doutrinas, porém, divergem plenamente em pontos fundamentais. Não é, pois, revelação unânime ou não são espíritos superiores. São três “revelações” divergentes e mesmo opostas. Quem dos três é o gênio, quais dos três, os petulantes?

Depois de Kardec, na própria França, o próprio P.G. Leymarie, que era um dos discípulos prediletos e mais afeiçoado a Allan Kardec, no prólogo às “Obras póstumas” do próprio Kardec, escrevia:

Mas o espiritismo de Davis é completamente diferente do espiritismo de Kardec.
— E na época de Davis, quando se iniciava o espiritismo, poucos anos antes de Kardec, surgiam com também inumeráveis seguidores, inclusive entre sábios e pessoas cultas, outros mestres espíritas. E todos convictos de que souberam muito bem identificar os espíritos superiores e só por eles estarem sendo guiados.
&& Com doutrinas diametralmente diferentes (algumas diferenças fundamentais veremos logo mais).

Assim J. T. Mahan, de Ohio, é não só simples codificador, mas também o mais destacado médium! “Ele deu mostras de uma visão mental maravilhosa e criou um (novo) sistema científico tanto físico como intelectual”, segundo seus discípulos.

— Precisamente quando Kardec se iniciava no espiritismo, os mais “sublimes espíritos” ditavam vários livros, que arrastaram multidões de norte-americanos, a Charles Linton. Ele era médium psicógrafo, não só simples codificador. Sua principal obra apresentava-se como “a salvação das nações”.

— “No Congresso Espírita de 1890, os estudos sucessivos puseram em relevo questões novas e, de acordo com o ensino preconizado por Kardec, alguns dos princípios do espiritismo em que o mestre baseava o ensino deviam pôr-se de acordo com a ciência em geral”.

&& Conclusão: Desde o início e na atualidade, a diversidade de “revelações” espíritas mostra total anarquia dos “espíritos superiores”! Ainda há, principalmente no Brasil, espíritas que se gabam de ser seguidores da codificação de Allan Kardec. Mas Kardec já foi abandonado na França.

Pelo influxo e interesse de Kardec, o espiritismo chegou naquela época a alcançar um certo número de seguidores na Espanha. Principalmente em Barcelona, onde houve inclusive o citado Congresso Internacional de Espiritismo. Mas posteriormente o Kardecismo foi declinando na Espanha até praticamente desaparecer.

Depois da época de Franco, e aproveitando os ares de liberdade na Espanha, a escola Científica Basílio, originária da Argentina, esforçou-se por reanimar o espiritismo, e alcançou registro no ministério do interior.

Essa “escola” é muitíssimo diferente do Kardecismo. A partir do fato de acreditar que sua doutrina é revelada só e nada menos que pelo espírito de Jesus Cristo! Todos os demais espíritos que se comunicam nas sessões de outras denominações espíritas são, para os basílios, incomparavelmente inferiores, e por isso mesmo devem ser rejeitados…

— Depois o mestre espírita kardecista Rafael González Molina, retornando do Brasil, fundou em Madri o centro de Estudos e Difusão do espiritismo. Trata-se de um espiritismo tipicamente brasileiro, mistura de várias tendências, embora se autodenomine Kardecista. Molina pretende, sem nenhum êxito, unificar todos os espíritas espanhóis. Como dizia a escritora María Luisa Morales: “Se somos duzentos espíritas em Madri, há duzentas versões de espiritismo”.

&& Todos convictos de identificar e seguir as revelações dos espíritos superiores!
— No resto do mundo, e mesmo no Brasil -“Coração do mundo e pátria do evangelho” espírita (!?)-, uma multidão de pessoas seguem muitas outras “revelações” dos “espíritos superiores”.

&& Há alguma parte da doutrina que possa ser considerada unânime para os “espíritos superiores”? Entre tantos codificadores, quem é o maior gênio? (ou o mais insensato petulante?)

Concretizemos algumas línhas mestras:

Religião, culto, clero…

— Allan Kardec, em nome dos “espíritos superiores” nas “Obras Póstumas”, opunha-se que o espiritismo pudesse ser considerado religião.

— A maioria dos espíritas brasileiros, porém, seguindo seus “espíritos guias” e seus mestres, consideram o espiritismo e a ele aderem como religião.

— E a mesma divisão há em muitas outras nações.

— Kardec repudiava templos, clero, rituais… Mas em 1919, por exemplo, já surgia o caodaísmo. O sulvietnamitã Ngo-van-Chien, desde 1902, durante seus estudos na França, fora seguidor de Kardec. Em numerosas sessões e com numerosos médiuns, os “espíritos superiores” sob o comando de Cao-Daí (que significa “Palácio Supremo”, e daí o nome de caodaísmo) estabeleceram toda uma organização de uma religião espírita, onde o Kardecismo e o budismo se misturam e que pretende unir todas as regiões.

— Mas adiante, um nobre convertido ao cadaísmo, Le-Van-Trung, foi eleito papa dessa religião; mas Ngo-van-Chien, seguido as “revelações” do Supremo Espírito Cao-Daí, foi nomeado papa de um outro ramo dessa religião.

Victor Hugo é muito considerado pelos espíritas kardecistas, mas ele foi o primeiro profeta e o primeiro santo canonizado do caodaísmo. Numerosos mandatários do Vietña do Sul e numerosos bispos do caodaísmo ao longo dos anos apresentaram-se como reencarnações do grande poeta francês. Entre eles, o bispo caodaista que oficiou a inauguração da catedral de Apnomh-Phen, em 22 de maio de 1922, foi apresentado oficialmente -“revelado” pelos “espíritos superiores”!- como reencarnação de Victor Hugo.

Grande número dos bispos caodaístas formaram-se na França. Na França, na mesma terra onde nasceu o Kardecismo, está muito desenvolvida esta nova religião.
&& Assim querem e revelam os “espíritos superiores”!?

Nem sobre reencarnação (e comunicação!)

Para Allan Kardec, em “O livro dos espíritos” a reencarnação apresenta-se como um dogma (sic). Fundamental.

&& Pois bem, nem sequer neste “dogma fundamental” a revelação (?) dos “espíritos superiores” tem unanimidade.

É sabido que os espíritos mais cultos, os anglo-saxões (EUA, Irlanda, Holanda, Alemanha, Inglaterra etc.) -ou os “espíritos superiores” que se manifestam nesses países!-, tradicionalmente se mostram até ferrenhos adversários da reencarnação. São chamados davinianos porque Andrew Jackson Davis é para eles o que é Kardec para muitos dos espíritas latinos.

E mais do que Kardec, porque Davis não só codificou toda a doutrina, mas também, como “médium extraordinário”, a teria recebido diretamente dos espíritos. E pelos espíritos que ele incorporava teria sido corrigido o que procedia de outros médiuns. Kardec nunca foi médium. Ainda mais: Davis teria sido arrebatado repetidas vezes para vasculhar todas as “moradas espirituais”.

&& Embora muito bem recebidos pelos “entusiastas” do espiritismo e traduzidos em várias línguas, evidentemente os trinta enormes livros de Davis não são inteiramente lidos pela maioria dos seus seguidores. E para os não-entusiastas pelo espiritismo, são tremendamente enfadonhos, absurdos… J. L. Moore compilou o principal.

Davis e seus espíritos superiores, os mais altos de todo o mundo espiritual, negam rotundamente a reencarnação: “Há uma corrente de homens em diversas etapas de progresso (sem reencarnação; progresso no além) (…). Lembremo-nos de que todos os espíritos e anjos já foram homens, viveram em organizações físicas como vivemos e faleceram como falecemos, antes de partirem para seu lar espiritual”.

Os anjos seriam os espíritos dos homens heróicos na virtude (os santos).
E sem reencarnação, no além, continuam afastando-se cada vez mais da Terra, diminuindo cada vez mais a possibilidade de comunicação, subindo cada vez mais evolutivamente até incorporar-se em Deus (absurdo panteísmo!).

Assim o espírito de Raymond o afirma e o repete freqüentemente a seu pai, Sir Oliver Lodge, que foi prestigiado mestre do espiritismo anglo-saxão.

Os mais sublimes “espíritos superiores”, que na realidade já seriam parte de Deus (mais do que panteísmo, ateísmo: Deus com partes!!) teriam comunicado a Davis: “Estamos nEle e com Ele, como o trono, o galho, os ramos, as folhas, os botões, as flores e as frutas de uma árvore (…). A Grande Essência Germinal da Árvore Universal se desenvolve, e forma (…) conjuntos que perfumam e adornam o Todo Estupendo”.

— Segundo os kardecistas, todos os espíritos, mesmo os mais antigos, podem ser evocados, e de fato freqüentemente os mais antigos personagens da humanidade comunicariam mensagens (apesar da reencarnação; esqueceram de reencarnar?: pode haver maior desastrosa contradição?).

Para os davinianos, porém, é absolutamente impossível que espíritos de pessoas que hajam vivido na Terra há muitos anos possam vir para se comunicar. E muito menos para se reencarnar. Para os anglo-saxões, o recorde em antigüidade de espírito comunicante haveria sido estabelecido pelo espírito do capelão de Cromwell, que se haveria comunicado no fim do século XIX, Completa diferença em ambos os pontos fundamentais.

Em 1961 -para citar um só documento-, reuniram-se membros de 32 federações nacionais num Congresso organizado pela “International Spiritualist Federation”, de Londres. São federações nacionais unicamente do considerado alto espiritismo. Não se aceitam federações nacionais de animismo, fetichismo… da África; candomblé, macumba… do Brasil; vudu e santeria da América central etc… As federações participantes no Congresso eram exclusivamente da Europa e da América do Sul, onde o “dogma” kardecista é mais difundido. Apesar de tudo, a divergência da revelação (?) a respeito da reencarnação apareceu manifesta: sete das 32 federações nacionais não consideravam a doutrina da reencarnação como formando parte da doutrina espírita, e outras três federações votaram em branco. 90%, ou 28 das 32 federações, consideravam que a reencarnação tanto poderia ser considerada regra como exceção.

Diferenças entre reencarnacionistas (e nas possessões)

Mesmo os espíritas que professam a doutrina da reencarnação a entendem muito diferentemente.

Para os kardecistas, a reencarnação é só de espíritos humanos e em corpos humanos, e é sempre progressiva.

Para o conceito da maioria dos outros espíritas reencarnacionistas, o termo mais adequado seria metempsicose, pois a série de reencarnações começaria com o mineral, depois no vegetal, e só por fim continuaria seu interminável processo no corpo humano. Poderia ser também regressiva. É por isso que procuram abster-se de comer animais e mesmo plantas, procurando alimentar-se só com os frutos destas e com leite ou com animais acidentalmente mortos, para não serem culpáveis de interferências na lei do carma.

— Segundo Kardec, em “O livro dos espíritos” nenhum espírito diferente do reencarnado na concepção pode incorporar-se depois no mesmo corpo. Isto é para os kardecistas (e nisto estão acertados) não existe possessão ou incorporação.

A maioria dos espíritas anglo-saxões, porém, tradicionalmente seguem uma revelação (?) diametralmente contrária. Por exemplo, Wickland, considerado por Conan Doyle (presidente da Federação Espírita Internacional) como o melhor e mais experimentado conhecedor dos “Invisíveis”. Wickland escreve: “A crença na reencarnação na Terra é falaz e impede o progresso às mais altas esferas espirituais depois da morte. Foi freqüentemente declarado pelos espíritos superiores que numerosos casos de obsessão (não confundir obsessão com incorporação ou possessão) que vieram pôr-se sob nosso cuidado deveram-se a espíritos que, ansiando por ‘reencarnar’ em crianças, ficaram presos nas suas auras magnéticas causando grande sofrimento às vezes às suas vítimas e a si mesmos”.

Nem sequer sobre a existência de Deus!
(Nem sobre o espírito)

Já no Congresso Internacional do Espiritismo celebrado em Paris em 1889 oficializava-se esta discrepância nas revelações (?) dos “espíritos superiores”.

Havia naquele congresso representantes de Federações Nacionais de espíritas positivistas e futuristas. Intitulando-se kardecistas, estes espíritas franceses aceitavam com Kardec a reencarnação, mas afirmando que, em nome da verdadeira revelação dos espíritos superiores, negavam não só a Divina Providência -como Kardec, que deixa toda a providência aos espíritos-, senão também -contra Kardec- a própria existência de Deus.
E por todos eles o Congresso rejeitou que a existência de Deus fizesse parte da doutrina espírita.

Estavam ali -e há difundidos por todo o mundo- os espíritas panteístas: todas as criaturas identificam-se com o Criador, tudo é Deus.

&& E portanto para eles não existiria Deus pessoal: rejeitam a existência de Deus, a revelação divina etc.

Alguns anos mais tarde, em 1926, a Federação Espírita Internacional, em “fraterno apelo aos irmãos da América Latina”, influenciados pelo Catolicismo reinante, pedia que não considerassem Deus como um Ser Pessoal, Onisciente e Onipotente, porque “a doutrina espírita deve difundir o conceito da divindade como princípio abstrato ou termo genérico que possa convir a todas as formas de conceber a divindade”.

&& Pior ainda: dentro do espiritismo, dentro dos seguidores de pretensas revelações de espíritos superiores, além da negação da reencarnação e mesmo da imortalidade, também cabe aqui o ateísmo. Entre tantos exemplos, merece destaque por sua difusão e rigor auto-afirmado científico (?), o espiritismo mais prestigiado na Holanda. Os pesquisadores rodeiam-se de aparelhagens impressionantes. Fundaram a “psicologia física”, são homens de ciência… Conforme a doutrina deste tipo de alto espiritismo, há mensagens como as seguintes:

“No mundo dos espíritos (…), em média os espíritos vivem de 100 a 150 anos. A densidade do seu corpo aumenta até a idade de 100 anos; depois a densidade e a força diminuem e enfim eles se dissolvem, como tudo se dissolve na natureza (…). Nós (os espíritos dos mortos) estamos submetidos às leis da pressão do ar; somos matéria (…), não nos interessamos mais, desvanecemos-nos: tudo o que é matéria está submetido ás leis da matéria: a matéria se decompõe; nossa vida não dura mais de 150 anos no máximo, quando morremos para sempre”.

Pode haver espíritos de mortos pouco desenvolvidos que ainda acreditam em Deus, mas, unanimemente “os espíritos mais inteligentes protestam positivamente contra a idéia de Deus”.

Concordes só na discordância

De nada adiantariam os esforços dos espíritas durante muitos anos, para encontrar algum denominador comum na doutrina espírita. Sucediam-se os Congressos Internacionais de Espiritismo, de “alto espiritismo”, só dos que seguem as doutrinas dos “espíritos superiores”, só dos espíritas da culta Europa e dos avançados Estados Unidos, da América Latina só os kardecistas. Mas não chegaram a nenhuma conclusão. Nenhum ponto unitário: Barcelona 1888, Paris 1890, Genebra 1913, Liège 1923, Paris 1925, Londres 1929, Barcelona 1934…

&& A única conclusão possível foi que a pretensa revelação unânime dos espíritos superiores nada tinha de unânime. Eram diversíssimas revelações (?). Total anarquia. De acordo com o gosto das diversas nações, dos diversos grupos, até de cada médium…
Não há doutrina espírita nem nos pontos mais importantes. E nunca se acabaria de relacionar a espantosa diversidade de revelações (?) dos espíritos superiores, aceitas pelos seguidores do “alto” espiritismo em temas de menor (?) importância. Trata-se de acúmulo de doutrinas, diferentes, divergentes, contrárias contraditórias… Não pode haver codificação, síntese, resumo… da doutrina espírita.

Por outra parte, todos os espíritas invocam e destacam a tarefa dos seus “controles” (terminologia preferida pelos espíritas davinianos) ou dos seus “espíritos guias” (terminologia preferida pelos espíritas kardecistas), que seriam os mais altos espíritos superiores. Perante tão completa diversidade em todos os pontos, só caberia concluir que os tais controles ou guias não valem absolutamente para nada… (ou, indo mais à raiz, nada procede dos espíritos superiores).

Revelações dos espíritos dos mortos? Várias e incompatíveis codificações…

E O “BAIXO” ESPIRITISMO?

Qual é o baixo e qual é o alto? Quem estabeleceu a diferença e apresentou o “altímetro” e demonstrou sua validez para a classificação de “alto” ou “baixo”?

Revelações dos espíritos dos mortos? Várias e incompatíveis codificações...

Revelações dos espíritos dos mortos? Várias e incompatíveis codificações…

Antes, fora e depois dos dois grupos mais conhecidos de espiritismo: kardecista e daviniano (anglo-saxão), que se consideram alto espiritismo, houve e há outros tipos de espiritismo.

Na Argentina, o espiritismo mais alto é representado pela Escola Científica Basílio com muito mais seguidores naquele pais do que o kardecismo, ao qual desprezam plenamente. Outros grupos espíritas são o Constanza e os Trincadistas (seguidores de Joaquim Trincado). Acham-se mais altos que os basílios e muito mais altos que os kardecistas, considerados antiquados. Etc.

O chamado Baixo Espiritismo. Especialmente todos os tipos de espiritismo procedentes da África, com origem antiquíssima, estão re-ligados (re-ligião) a algum tipo de divindade. É o primitivo animismo que considerava animadas as forças da natureza. Essas almas das forças e de todos os seres da natureza, diferentes do homem, foram divinizadas por parecerem superiores a ele.
Primitiva, falsa, mas religião.

No Mundo Greco-Romano. Parecia que a cultura já tinha deslocado a superstição que via deuses em todas as coisas.

Mas, não obstante, os grandes elementos da natureza continuavam a ser considerados como dotados de alma. Melhor: eram considerados deuses.

Por exemplo o Sol e os planetas e satélites: Mercúrio, Marte, Vênus, a Lua, todos eram deuses cujo chefe supremo, ou pai de todos os deuses, era Júpiter. E a Terra, os ventos, e o mar (Netuno), também eram deuses. Junto aos grandes deuses do Olimpo, havia também culto e consultas aos deuses familiares: Penates ou Lares.

&& Também entre os clássicos junto a este verdadeiramente “alto” espiritismo misturou-se o verdadeiramente “baixo” espiritismo ou ocultismo, ou magia, de evocação e manifestações de seres inferiores.

Paralela, escassa, mas havia. Principalmente cerimônias para espantar os elementais – logo falarei deles-: terrificantes ou lêmures, e estúpidos ou larvas.

A religião, a literatura, a vida, e mesmo o governo contavam com a intervenção e consulta aos numerosíssimos deuses. O panteão greco-romano é bem conhecido. Havia deuses em tudo e para tudo. Dos seus templos, dos seus oráculos, dos livros sibilinos “inspirados” por seus deuses, os gregos e romanos recebiam a doutrina, os conselhos, o prenúncio do futuro.
&& Grécia e Roma! As duas civilizações que mais maravilharam e influenciaram a história humana (por isso se fala em “clássicos” e cultura humanística”).

Mitologia e erro na interpretação da natureza. Erro também na interpretação dos fenômenos parapsicológicos. Mas, por outro lado, a religião pagã era um maravilhoso monumento levantado pelo homem. Religião abraçada pelas pessoas mais sábias e oficiada pelos sacerdotes mais dignos, apesar das falhas inevitáveis no homem.

Mas enormemente mais alto que todos os diversos ramos do “alto” espiritismo moderno.
— As divindades subalternas ou divindades da natureza foram chamadas na antiga cultura grega daimones, demônios. Por exemplo, Platão fala das intervenções dos daímones bons (agato-daímones, que correspondem aos orixás) e dos daímones malignos ou ao menos que fazem ou causam males (caco-daímones, que correspondem aos exús).

Toda a escola neoplatônica de Alexandria dos primeiros séculos depois de Cristo praticava a comunicação com estas divindades subalternas. (Era uma espécie de candomblé, puro e primitivo).

Por pretender estar em comunicação com divindades, pensadores e filósofos de categoria como Plotino, Porfírio, Jâmblico, Proclo, Eunápio etc., foram considerados místicos – e grandes místicos.

Depois a cultura judaica tardia e cristã identificaria os daimones ou demônios com anjos rebeldes. E os espíritas kardecistas -e outros ramos de espiritismo- aviltaram-nos mais ainda: identificam-nos com espíritos de mortos maus. Os daimones (= divindades) foram se degradando cada vez mais na cabeça dos homens.

Portanto, o chamado baixo espiritismo deveria na realidade considerar-se imensamente superior ao chamado alto.

— Mesmo os grupos de alto espiritismo que não negam a existência de Deus (Deus pessoal), na prática são ateus porque prescindem completamente dEle. Tudo, no mal chamado alto espiritismo, rodopia ao redor dos espíritos dos mortos: acreditam receber a doutrina dos espíritos dos mortos, não de Deus; aos espíritos dos mortos dão seu culto, não a Deus; os espíritos são os guias e não há Divina Providência; mesmo o Juiz Supremo não seria Deus, mas o carma ao que o próprio Deus teria de obedecer.

Ateísmo prático, quando não também teórico.
Não é religião: relação criatura-Criador.

É verdade que nem por isso o candomblé, a umbanda e demais cultos afro-brasileiros deixam de cair no ateísmo prático, quase tão plenamente quanto o kardecismo ou outros tipos do mal chamado alto espiritismo, porque na realidade não rendem culto e em tudo prescindem do Deus Supremo. Por isso mesmo também, quase tão plenamente quanto o alto espiritismo, o chamado baixo espiritismo também não tem pleno direito a ser considerado religião.

Amálgama, mistura 

No Brasil, o espiritismo de origem africana conservar-se-ia mais puro no candomblé.
Mas hoje os orixás do candomblé no Brasil foram degenerados, rebaixados ao rol “espíritos” superiores de mortos, como no “alto” espiritismo. Contaminaram-se e misturaram-se também com espíritos inferiores de pessoas falecidas.
Por exemplo, uma famosa “mãe-de-santo” do candomblé da Bahia, D. Georgina Aragão dos Santos Franco, assim se expressa:

“Como ‘ebami’ (os últimos sete anos da iniciação para mãe-de-santo) montei meu altar em casa com as imagens, as flores e o retrato do índio Jupiara (o candomblé em aberto sincretismo com o espiritismo ameríndio), que é ‘caboclo’. O candomblé no Brasil não aceitava os ‘caboclos’ de jeito nenhum (…), mas um dia na Bahia, há muitos anos, houve uma porção de ‘iaôs’ (os três primeiros anos de iniciação) (…) e os ‘caboclos’ invadiram (…) e pegaram as ‘iaôs’ do candomblé. As mães-de-santo ficaram apavoradas e daí em diante tiveram de deixar os ‘caboclos’ se manifestarem (…).

“Então eu era uma espécie de ‘faz-tudo’: Recebia ‘caboclo’, sabia os trabalhos de ‘umbanda’ e recebia ‘pretos-velhos’; mas também fazia ‘sacrifícios’ aos orixás no candomblé. Além disso recebi poderes para ser cartomante”.
Nessa mistura, como falar de “espíritos superiores” e sua doutrina?

Mais mistura, sincretismo

Na umbanda (macumba, quimbanda etc.), tipicamente brasileira, e no vudú e santeria (da América Central) não há nem doutrina nem ritual fixo.
Que espíritos são os que se comunicariam?

Segundo alguns “mestres” ou alguns centros, terreiros ou tendas, “as entidades que baixam não são espíritos de mortos, jamais foram encarnados e não o serão jamais, são os espíritos da natureza” (orixás e exus); “outros sustentam que os espíritos que se incorporam nos médiuns são de (falecidos) pretos-velhos e índios (caboclos) que querem ajudar seus descendentes nos caminhos da Terra”.

Os orixás do candomblé seriam os mesmos espíritos chamados pretos-velhos e caboclos na umbanda, santos no catolicismo e espíritos superiores no “alto” espiritismo. Todos seriam os mesmos espíritos!

&& É sabido que em toda a América Latina os escravos negros procedentes da África disfarçaram seus deuses sob o nome de santos católicos. Os “mestres” do “baixo” espiritismo – ou as divindades e espíritos comunicantes!- puderam explicar (?) o sincretismo servindo-se da absurda crença na reencarnação:

Um “obá” (médium de Xangô) na Bahia, e um “babalorixá” (chefe de terreiro) de Recife “explicavam” assim o sincretismo: na África e entre os primeiros escravos vindos ao Brasil, só havia orixás. Mas eles, antes de ascenderem por numerosas reencarnações à categoria de deuses, foram os reis e príncipes que viveram na África. Aconteceu também, que após seu reinado na África como negros, reencarnaram-se como brancos na Europa na Idade Média e foram canonizados pela Igreja Católica. “Eis por que dissemos que Xangô é S. Jerônimo, que Oxóssi é S. Jorge, e Iemanjá é Nossa Senhora do Rosário (em outros tipos de Candomblé a correspondência de orixás e santos é diferente). Isso quer dizer que o espírito do orixá e do santo são um só e mesmo espírito, aparecido diversas vezes na Terra através dos ciclos das reencarnações”.

&& A cronologia de orixás, reis, santos e de novo orixás é totalmente incompatível, mas como frisa o grande antropólogo e historiador Roger Bastide, no espiritismo africano e afro-brasileiro -como em todo tipo de espiritismo, acrescento eu- a lógica não tem importância!

Importante é frisar que se o “baixo” espiritismo desceu do Olimpo das divindades ao baixo nível dos espíritos superiores do “alto” espiritismo, as doutrinas porém, do alto e do baixo espiritismo originariamente nada tinham em comum. Apesar de que tudo teria sido revelado pelos mesmos espíritos superiores dos mortos!

Não se trata, portanto, de revelações de espíritos superiores (nem inferiores), mas de reflexos dos diversos ambientes… E, por isso mesmo, hoje e cada dia mais há sincretismo e concordância entre o baixo e o alto espiritismo…

Reis e Anjos. Tenho de começar pelo mais sensacional centro espírita, segundo os “grandes mestres” no início do espiritismo anglo-saxão (daviniano) e também segundo “grandes mestres” do espiritismo kardecista:

Segundo os próprios espíritos superiores, que haveriam vindo na missão do lançamento mundial do espiritismo, para convencer a todos os céticos, da sobrevivência e da comunicação dos espíritos.

Foi na primeira década do espiritismo, pouco depois dos fenômenos das fundadoras, as irmãs Fox. Falanges de “espíritos” inferiores foram reunidas pelos espíritos “superiores para realizar os fenômenos, dado -afirmavam -que eles não podiam agir por si próprios nem aceitariam rebaixar-se a ministério tão vulgar.

Naquele centro houve todos os tipos de fenômenos. E em grau muito notável. O médium, Jonatham Koons, foi considerado por muitos espíritas, e unanimemente por todos os espíritos superiores de todos os centros a que foi chamado, o melhor médium de sua época. O seu filho mais velho, Nahun, era também um grande médium. E em plano mais modesto, também os outros sete filhos. Aí surgiu o grande invento e sensacional novidade de estabelecer os controles ou espíritos guias.

Pela segunda vez na história do espiritismo houve escrita direta (pneumografia), e muito freqüente. Pela primeira vez, voz direta (psicofonia) freqüente e potentíssima. Deu-se a primeira ocorrência concretamente de mãos isoladas (ecto-colo-plasmia) visíveis para todos e que se desvaneciam em vapor para libertar-se do toque de certos observadores.
Em 165 espíritos superiores que comandariam com absoluto domínio a ação dos inumeráveis espíritos inferiores, esses espíritos superiores eram todos reis. Eram designados apenas pelo nome genérico de King (rei). Afirmavam ser anjos na tradição judeu-cristã!.

(Não sem alguma contradição), também o chefe dos “espíritos” inferiores era conhecido pelo nome de John King. Teria sido um corsário inglês, de sobrenome Morgan, no tempo de Charles II. Teria sido o pai de Katie King (da que falo ao tratar da transfiguração, e que voltaremos a encontrar em vários artigos). E… todos os espíritos superiores eram pré-adamitas! Haviam vivido na Terra milhares de anos antes da nossa espécie.

Com referência à doutrina revelada por tão altos espíritos superiores, o “grande mestre” espírita Ernesto Bozzano -secundado por todos os “grandes mestres” do alto espiritismo- afirma entusiasmado: “Examinando esses ensinamentos dos espíritos, ditados no decurso de 1852 a 1856, é curioso observar que a pesquisa moderna não conseguiu ultrapassá-los e ir mais longe. Nada de melhor foi obtido e se mantêm idênticas conclusões quanto à explicação dos perturbadores enigmas próprios à investigação psíquica” (parapsicologia).

&& Não é aqui o momento de analisar pormenorizadamente as contradições. Mas é preciso destacar que precisamente com referência aos “ensinamentos dos espíritos” a doutrina revelada por estes “reis” e “anjos” da mais alta corte celeste está na mais completa oposição à doutrina kardecista? Não só eles teriam esquecido durante milhões de anos de reencarnar, nem só John King (Morgan) teria durante séculos também esquecido de reencarnar, senão que em toda a interminável e monótona revelação não teriam pronunciado uma só palavra a favor da reencarnação, tema que no kardecismo constitui o ponto alto e fundamental para a “explicação dos perturbadores enigmas próprios à investigação psíquica”. Da pretensão kardecista de unanimidade universal, nada!

Também não se pode preterir aqui o fato de que o melhor médium, além dos 165 espíritos superiores, reis ou anjos, com suas falanges de espíritos…, fracassaram completamente na missão de convencer todos os céticos e unificar todas as religiões sob o estandarte do espiritismo (que não é religião!). Quanta megalomania: pura loucura.

Koons não convenceu nem sequer à maioria dos seus vizinhos, que acabaram revoltados contra ele: povo, jornalistas, incultos, sábios e Justiça.

Muito superior a Kardec. Muito antes das irmãs Fox, muito antes de Kardec, um século antes, Emmanuel Swedenborg (nascido de família luterana em Estocolmo, Suécia, em 1688) fundava a Igreja Swedenborguiana, ou A Nova Igreja, ou Igreja de Nova Jerusalém. Doutor pela Universidade de Upsala, percorreu quase toda a faixa das ciências da época, e era a maior autoridade sueca em mineralogia e geologia. Era matemático destacado, foi o primeiro a propor a hipótese nebular, antecipou-se a Einstein nas teorias de energia… Foi chamado o Aristóteles sueco e comparam-no também com Leonardo da Vinci. Esse cultíssimo pensador muito influenciou figuras díspares como Honoré de Balzac, Ralph Waldo Emerson, Abraham Lincoln etc., e convenceu plenamente a extraordinária mulher que foi Hellen Keller. Ainda hoje tem milhões de seguidores especialmente nos Estados Unidos da América. O poeta Edwin Narkhan afirmou: “Não há dúvidas de que Swedenborg foi uma das maiores inteligências que houve no planeta”.

Mas…, também os sábios podem ficar e desenvolver loucura…
Em 28 anos de mediunidade, Swedenborg dialogava com espíritos de pessoas que conhecera em vida e com os espíritos de grande número de personagens históricos. Em viagens espirituais foram-lhe mostrados alguns dos planos superiores, inclusive planos do mundo espiritual reservados aos espíritos mais elevados e sublimes, plano ao qual contadíssimos espíritos chegam.

Sua doutrina? Frisarei somente o aspecto principal: com referência à sobrevivência.
Cada homem é uma criação nova e individual de Deus. O homem vive uma só vez na Terra. Depois de deixar o corpo físico por causa da morte na Terra, nunca mais terá outro corpo, que para nada lhe serviria. Como espírito e pelos próprios esforços vai avançando pelos planos espirituais da existência, aperfeiçoando-se, sempre em frente e para cima, durante muitíssimo tempo. Até alcançar um estado de perfeição que o torna digno de apresentar-se diante de Deus.

Tudo falso: o espírito, como tal, não pode evoluir. Não há tempo na eternidade. E não existe espírito humano sem corpo: ressurreição… A doutrina de Swedenborg consiste em meros devaneios de um inconsciente profundamente religioso e de privilegiada inteligência. Grande sábio em coisas observáveis da nossa terra, mas a respeito da doutrina sobrenatural, inobservável, não basta a inteligência e boa vontade, só Deus revela a Doutrina e Ele assina com os autênticos milagres (subrenaturais ou, em parapsicologia, Supra-Normais – SN).

Mas baste aqui frisar esses conceitos diametralmente opostos e diversos dos devaneios kardecistas de reencarnação. Onde fica a unanimidade e universalidade na doutrina dos espíritos superiores?

5 Comentários

  1. Maurício Franco

    Penso ser razoável que se duvide de tudo quanto é extraordinário. Porém parece-me que o senhor Quevedo dedica espaço demais a maldizer o kardecismo, que é uma doutrina que prega o amor ao próximo, a fraternidade e a temperança. É possível que no kardecismo não se encontre a verdade absoluta, mas isso não faz dele a pior das filosofias a ponto de merecer tanto empenho em ser detratado.
    Com relação a falta de culto a Deus, eu posso garantir que nas orações utilizadas pelos espíritas, há agradecimentos e cultos a Deus sim, até por que o Pai Nosso é uma das orações utilizadas pelos espíritas. Dessa forma, falta verdade nesse quesito.
    Quanto à falta de consenso entre aqueles que conversam com os espíritos dos mortos… bem, se a falta de consenso é prova de falsidade, a bíblia é bem falsa, haja vista a quantidade de diferentes religiões que garantem ter dela a correta interpretação, que é claro só é bem interpretada pela santíssima igreja católica.

    Então, senhor Quevedo, concordo que há charlatães no meio espírita, mas há em qualquer lugar onde haja humanos.

    Concordo que é perigoso crer no que dizem os espíritos dos mortos, porém, fazendo uso do bom senso é possível aproveitar muitas boas coisas do que estes dizem, bom senso que falta a muitos. Mas de falta de bom senso todos os religiosos entendem bem: veja-se a crença de que o mundo foi feito em seis dias, que um tempo mais tarde toda a humandade foi destruída pela própria divindade que o criou e refeita a partir de uma só família… e por aí vão muitas loucuras contatadas para as mentes mais infantis, que acreditam nessas e em outras bobagens, até em conversas com espíritos…

  2. Sergio

    Como pode outro espirito entrar no nosso corpo que já tem um espirito, segundo a lei Na metafísica, impenetrabilidade é o nome dado à qualidade da matéria pela qual dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
    Por isso não acredito em espiritos de centros de umbanda etc…
    Acredito na força mental e o querer das pessoas se entregarem as fantasias falo isso por que já frequentei terreiros com meus pais que na epoca eram espiritas.
    Grande abraço.

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